Vinícius Rosa Rios

Desvelando um Artista

"Tiradentes quatro estações em um só dia . Todos os dias são lindos. O céu azul do verão ou do frio gostoso do inverno. As flores que dançam cirandas enfeitando a primavera e o cinza dando fundo ao outono, cobrindo as ruas com folhas secas, douradas patinadas. Em meio a essa festa da natureza me encontrei com o pintor, escultor, modelador, desenhista, ilustrador, caricaturista, brasileiro, mineiro, tiradentino Vinícius Rosa Rios. Sua viagem começou no meu Ateliê, onde Apreciava, zelava e comercializava peças artísticas e artesanais. Aos poucos foi despertando interesse, Pôs as mãos na massa de papel-machê. E foi surgindo entre os dedos anjinhos de releituras renascentistas sob a sombra e luz do barroco mineiro. Da pedra Molêdo, através Do tato, foi descobrindo Madonas e apaixonando pelas formas onde sua genialidade vem trazendo a expressão de sua alma entre o sacro e o profano. Neto do pioneiro em réplicas de móveis coloniais, senhor José Balbino Rosa (O Nonóia), que há mais de seis décadas havia iniciado sua primeira Marcenaria em São João Del Rei, onde se transferiu logo após para a Rua Direita, em Tiradentes, deixando para seus filhos a tradição da arte na madeira e também nas confecções de máscaras de papel. Hoje Vinícius reencontra seu avô através das formas e traços impressos em sua arte." Fernando Rosa (artesão e poeta)

Vinícius começou muito cedo a se despertar e se apaixonar pelas artes, desde muito , muito pequeno , acho que uns 3 anos de idade, já se via um pequeno grande grafiteiro a fazer artes nas paredes da casa onde viveu sua infância, até o nível de uns 90 cm, a parede era toda coberta por rabiscos , desenhos, cores de lápis e giz de cêra, uma confusão de cores e formas ,na qual seus pais desistiram de censurar e deixaram seu filho se esbaldar e liberar seu lado artístico. Mas logo depois Vinícius teve uma doença na qual ficou engessado na cama por mais de seis meses e isso representou muito em sua vida , foi como prender um pássaro na gaiola, mas sua mãe que era professora, ao ver seu filho triste por estar acamado e nas paredes ,só a lembrança de um garoto feliz e saudável que adorava pintar, então resolveu investir em tinta , cadernos e lápis, e sua primeira arte, foi a pintura a dedo, sua mãe lhe deu umas tintas pra trabalhar diretamente com as mãos sobre o papel e logo a alegria voltou a imperar, e Vinícius se deliciava com aquelas tintas de todas as cores e seus seus dedos pareciam pincéis sobre o cadeno e assim seguiu o tempo e logo depois quando se viu livre do gêsso ainda levou-se um tempo para reaprender a andar e a sua segunda maior paixão e descoberta dentro das artes e que repercutiu em sua vida inteira, foi a descoberta da Serraria do Nonóia, seu avô, o qual Vinícius era louco por ele e ele também o adorava de paixão, chamava Vinícius carinhosamente de "neném grossinho" devido á Vinícius ser um pouco gordinho e Vinícius descobriu na Serraria a paixão pela arte na madeira, e foi crescendo naquele meio de máquinas vendo seu avô e seus tios trabalhando com móveis , e nem quis saber de futebol, nem pipa, sua maior diversão era montar "coisas" com as sobras de madeira da Maravilhosa serra de fita, aquela máquina pra ele era como se fosse uma Ferrari pros adultos, ele via aquela serra de fita como uma

coisa mágica que ele tinha fé que um dia ia pilotar! Ah!Aquela Serra de Fita, cortava madeira como uma tesoura, era incrível ,e Vinícius ficava maravilhado com aquilo, imaginando cortar espadas, carrinhos, tudo que se desenhasse na madeira podia cortar...mas só podia por enquanto se contentar com as sobras dos recortes de seu avô, peças curvas de madeira, quadradinhos, triângulos e outros recortes que para ele era como um lego , em que se montava “coisas” tipo casinhas, barquinhos, pontes , tudo que a imaginação fertilizava. E Vinícius foi crescendo nesse meio, e nesse meio já se passaram grandes entalhadores e marceneiros da nossa cidade, que construíram suas marcenarias , oficinas e lojas e que hoje se orgulham em dizer que já trabalhou com o Sô Nonóia, que já tiveram o privilégio de aprender com ele o ofício da marcenaria , que na época era mais conhecimento e habilidade do que maquinário, ao contrário de hoje que temos máquinas que faz quase tudo, mas faltam profissionais. Mas voltando ao foco, Vinícius montava alguns brinquedos que chamavam a atenção de seu avô, e que ao ver Nonóia sempre dizia esta frase: “Neném Grossinho é Pau Perêra!” Que queria dizer que era inteligente. Continuamos esta historia daqui a alguns dias....aguarde os próximos capítulos....


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